Consumidores revelam as marcas mais fiáveis em tecnologia
Em sete categorias de aparelhos, cerca de 73 mil utilizadores revelam as marcas mais fiáveis. Conheça os campeões da fiabilidade e descubra quais são as avarias mais frequentes.
Alguns equipamentos exigem um investimento de largas centenas de euros. Convém munir-se dos melhores conselhos para garantir que serão do seu agrado e não irão avariar de forma precoce. Este inquérito permite obter informação que não é possível avaliar a curto prazo em laboratório.
Graças à experiência dos consumidores ao longo de anos de utilização, é possível identificar as avarias mais frequentes, às quais os fabricantes devem dedicar mais atenção, e estabelecer o ranking de fiabilidade das marcas para cada família de equipamentos.
Descubra as marcas mais fiáveis de smartphones, televisores, computadores portáteis, impressoras, tablets, smartwatches e pulseiras desportivas. Os resultados são apresentados numa escala até 100.
Avarias e desatualização justificam maioria das substituições
Segundo o inquérito da DECO PROteste, as questões de fiabilidade, devido a avarias ou à desatualização do aparelho, são as que mais frequentemente motivam a substituição de um produto.
- Smartphones: 27% dos inquiridos portugueses trocaram de equipamento porque o que tinham estava desatualizado e já não funcionava tão bem, enquanto 12% fizeram-no porque o mesmo deixou de receber atualizações para o sistema operativo. Para 18% dos utilizadores, a opção foi simplesmente por não reparar o telemóvel.
- Televisores: 17% dos participantes portugueses no inquérito descartaram o aparelho porque já não dava para reparar, enquanto 12% acharam que a reparação era demasiado cara, e outros 12% não o quiseram fazer.
- Computadores portáteis: a desatualização do equipamento foi o motivo pelo qual 37% dos consumidores portugueses que responderam ao inquérito o substituíram; 19% não quiseram reparar e em 14% dos casos o aparelho já não tinha reparação possível.
- Tablets: a desatualização do aparelho e o fim das atualizações do sistema operativo foram a razão da substituição para, respetivamente, 35% e 20% dos inquiridos portugueses.
- Impressoras: 26% não quiseram avançar com a reparação, contra 23% dos casos em que esta já não era possível.
- Smartwatches: a troca foi motivada pela desatualização do equipamento em 13% dos casos e a desatualização do sistema operativo em 11 por cento.
Outro motivo para substituir um aparelho tecnológico – menos frequente, no geral, mas também expressivo – é o facto de os proprietários desejarem um modelo mais recente, apesar de o que têm ainda funcionar bem: 51%, no caso dos smartwatches (sendo que é o único produto em que esta razão tem maior peso do que a fiabilidade, que foi justificação para 40% dos inquiridos); 39%, nos televisores; 37%, nos smartphones; 36%, nos tablets; 30%, nos computadores portáteis; e 22%, nas impressoras.
Lamentavelmente, alguns aparelhos acabam por juntar-se à preocupante montanha de lixo elétrico e eletrónico, que não para de crescer de ano para ano. Consulte os testes e os inquéritos da DECO PROteste e dê preferência a marcas com menor risco de falhar, para que o investimento compense. E, se um aparelho avariar e não tiver conserto, é importante reportar a situação, para que possa ser feita pressão junto dos fabricantes.
DENUNCIE APARELHOS QUE AVARIAM ANTES DO TEMPO
Como foi feito o inquérito
O inquérito online foi feito, em setembro de 2025, aos subscritores da DECO PROteste e de organizações congéneres de outros sete países europeus (Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Itália, Países Baixos e República Checa). Para maior robustez dos resultados, foram agregados os dados do inquérito realizado em 2024. No total, foram consideradas 72 966 respostas, 5058 das quais de consumidores em Portugal.
Este estudo permitiu calcular também a durabilidade média dos aparelhos e descobrir os motivos da substituição de dispositivos antigos.
Voltar ao topoSmartphones: marcas mais fiáveis
Quase nove em cada 10 inquiridos têm um telemóvel e cerca de 60% pagaram até 500 euros pelo aparelho. Samsung, Apple e Xiaomi são as marcas preferidas.
Foram 14 as marcas que atingiram a classificação de muito bom na fiabilidade. A Oppo conseguiu a nota mais alta, com 92 em 100 pontos. As restantes seis marcas apresentaram bons resultados.
Principais avarias (e marcas com problemas acima da média)
Os problemas com a bateria e o carregador ou a entrada do carregador são os mais comuns.
- 9%: bateria (Apple)
- 6%: carregador ou entrada do carregador (Fairphone)
- 5%: ecrã tátil (Blackview)
- 4%: leitor de impressão digital (Google e Samsung)
- 3%: câmara (Motorola)
Durabilidade das marcas
A duração média dos smartphones é de quatro anos e 11 meses. Apenas a Apple ultrapassou essa referência média. Mais anos de vida são sinónimo de, à partida, maior poupança e mais benefícios para o ambiente.
- Entre quatro e cinco anos: Asus, LG, Huawei, Motorola, Xiaomi, Oneplus e Redmi
- Mais de cinco anos: Apple, Sony, Honor, Samsung, HTC e Nokia
Televisores: marcas mais fiáveis
A esmagadora maioria dos inquiridos portugueses (92%) tem um televisor plano, dos quais 70% com função smart TV. Mais de metade dos aparelhos tem ecrã LCD. LG, Samsung e Sony são as marcas mais frequentes.
Nesta categoria, nenhum produto somou mais de 88 pontos na fiabilidade, mas 10 atingiram a classificação de muito bom. Três marcas obtiveram boa nota, e uma não foi além de uma classificação média.
Principais avarias (e marcas com problemas acima da média)
O comando e as aplicações e menus das smart TV são os pontos mais vulneráveis.
- 9%: aplicações e menus da smart TV (TCL)
- 9%: comando
- 7%: emparelhamento (Bang & Olufsen e TCL)
- 7%: ligação Wi-Fi e Bluetooth (Bang & Olufsen, TCL e Toshiba)
- 5%: ecrã
- 5%: som (TCL)
Durabilidade das marcas
Nos televisores, a durabilidade média é de sete anos e quatro meses. O destaque vai para a Sony, por ultrapassar esta marca.
- Até sete anos: Samsung e LG
- Mais de sete anos: Sony, Philips, Sharp e Panasonic
Computadores: marcas mais fiáveis
Quase 80% dos inquiridos têm um portátil, sendo 68% notebooks. O sistema operativo mais utilizado é o Windows (75 por cento). As marcas mais adquiridas em Portugal são a HP, a Asus e a Lenovo. Cerca de metade destes equipamentos não custaram mais de 800 euros.
Todas as marcas alcançaram muito boa classificação, com pontuações entre 92 (Huawei) e 82 (Sony).
Principais avarias (e marcas com problemas acima da média)
A bateria é o componente que mais problemas dá.
- 16%: bateria (Dell e Sony)
- 6%: disco rígido/SSD (Sony)
- 6%: teclado (Dell)
- 5%: fonte de energia (Asus, Dell e Microsoft)
- 4%: função Wi-Fi (Lenovo)
Durabilidade das marcas
No caso dos computadores portáteis, sete é a idade média de duração. Três marcas superam esta fasquia, mas apenas a Samsung se destaca, com uma duração de cerca de oito anos.
- Menos de seis anos: Microsoft
- Entre seis e sete anos: Acer, Medion, Asus, HP, Lenovo e Dell
- Mais de sete anos: Samsung, Apple e Sony
Tablets: marcas mais fiáveis
Apenas 45% dos inquiridos portugueses têm um tablet, com a Samsung e a Apple a liderarem as preferências. A maioria dos tablets (66%) tem um tamanho standard de 10 a 12 polegadas, assim como o sistema Android (60 por cento).
Seis marcas de tablets obtiveram muito boa classificação, com a Honor a liderar com 95 pontos. Quatro marcas alcançaram boa classificação, e uma ficou-se por uma pontuação média.
Principais avarias
A bateria, o carregador e o ecrã tátil são as três principais avarias nos tablets.
- 8%: bateria
- 4%: carregador
- 4%: ecrã tátil
- 3%: entradas de conexão
- 2%: botões
Durabilidade das marcas
Os tablets conseguem uma duração média de seis anos. Os dispositivos da Apple têm mais sete meses de vida do que a durabilidade média.
- Menos de cinco anos: Acer e Lenovo
- Entre cinco e seis anos: Samsung, Asus e Huawei
- Mais de seis anos: Apple
Impressoras: marcas mais fiáveis
Seis em cada 10 inquiridos portugueses têm uma impressora, sendo mais de metade da marca HP (55 por cento). As multifunções a cores são a escolha da larga maioria (78 por cento). A tecnologia de impressão a jato de tinta com cartuchos também é a mais comum (75 por cento).
As impressoras da Ricoh, Oki, Brother e Lexmark são as mais fiáveis, pois alcançaram muito boa classificação. As restantes seis marcas obtiveram boa pontuação.
Principais avarias (e marcas com problemas acima da média)
A ligação Wi-Fi e a alimentação de papel lideram os problemas.
- 16%: ligação Wi-Fi (Canon, Epson e HP)
- 9%: alimentação de papel
- 9%: cabeça de impressão (Epson)
- 7%: slot de cartuchos/garrafas de tinta/toner (Epson)
Durabilidade das marcas
As impressoras duram, em média, seis anos e quatro meses. HP e Brother conseguem viver quase sete anos.
- Seis anos: Epson
- Mais de seis anos: HP, Brother, Canon e Lexmark
Smartwatches: marcas mais fiáveis
Um terço dos inquiridos portugueses têm relógio inteligente (33 por cento). A Apple, a Samsung e a Huawei concentram as preferências. Apenas 32% destes aparelhos têm a funcionalidade LTE, que permite fazer chamadas, enviar mensagens e utilizar a internet sem estar emparelhado com um telemóvel.
Nove marcas de smartwatches receberam muito boa classificação dos consumidores, com a Oppo a alcançar 90 pontos. Três obtiveram boa classificação, e uma ficou-se por uma pontuação média.
Principais avarias (e marcas com problemas acima da média)
A bracelete lidera os problemas nos smartwatches. No entanto, este é, regra geral, um acessório muito simples de substituir e de preço relativamente acessível, o que ajuda a prolongar a vida do dispositivo.
- 12%: bracelete (Amazfit, Fitbit, Garmin e Xiaomi)
- 9%: bateria (Samsung)
- 7%: conexão com smartphone/computador (Fitbit)
Durabilidade das marcas
A Garmin é a marca que mais dura na categoria dos relógios inteligentes: vive cinco anos, sendo que a média é de quatro anos.
- Entre três e quatro anos: Samsung, Amazfit, Xiaomi, Huawei e Fitbit
- Mais de quatro anos: Garmin e Apple
Pulseiras desportivas: marcas mais fiáveis
Apenas um em cada dez inquiridos portugueses tem este produto. Metade destes equipamentos custou até 50 euros. As marcas mais procuradas são a Xiaomi, a Samsung e a Huawei.
Huawei e Amazfit receberam muito bom na classificação da fiabilidade, sendo as marcas com menos avarias. Quatro marcas obtiveram uma boa pontuação. Fitbit conseguiu uma classificação média.
Principais avarias (e marcas com mais problemas face à média)
Tal como nos relógios, a bracelete é o ponto mais fraco das pulseiras desportivas.
- 22%: bracelete (Xiaomi)
- 12%: conexão com smartphone/computador
- 8%: bateria (Fitbit e Samsung)
Durabilidade das marcas
A durabilidade média das pulseiras desportivas é de três anos e nove meses. Apenas as pulseiras Garmin vão além desse patamar.
- Entre três e quatro anos: Fitbit e Xiaomi
- Mais de quatro anos: Garmin
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